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No Body Shame

Já fazia algum tempo que eu vinha pesquisando algo do tipo, então imaginem vocês a minha alegria quando me deparei com Whitney Thore. Ah, essas andanças na internet! Estou tão empolgada que nem sei se vou conseguir escrever direito! Hehe

Do começo fica mais fácil, né? Então, tá: O projeto No Body Shame, criado por Whitney  Thore é uma busca pela aceitação do próprio corpo, depois de muita auto-avaliação da própria vida sofrendo com o preconceito das pessoas sobre seu corpo, de seus distúrbios alimentares (sim ela era bulímica), e de sua jornada em deixar para trás a vergonha de mostrar o corpo, ou até mesmo coisas simples como comer em público, ou fazer coisas que sempre teve vontade de fazer por medo de ser julgada. Dançar era uma delas.

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A história parece familiar pra você?

Mas, não para por aí. No site dela você pode encontrar alguns relatos sobre sua história de vida, e ver com mais detalhes o que estou falando aqui bem superficialmente. Está em inglês, então, que não dominar muito bem o idioma, usa o Tradutor do Google sem medo de ser feliz, porque ela aborda assuntos muito interessantes!

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O mais importante, vem agora: Whitney pesa mais de 300 quilos e dança absurdamente. É linda, ágil, flexível pra caramba (muito mais do que muita gente magra, diga-se de passagem), e gorda. Gorda mesmo. E orgulhosa disso.

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Ela é dançarina e coreógrafa profissional. Há algum tempo, lançou uma série de vídeos mostrando suas coreografias e danças, sambando bonito na cara de quem acha que gorda não pode, não deve e não consegue dar uma giradinha nos calcanhares, quanto mais dançar loucamente. E ela mostra por A+B que dá, sim!

E agora mais um vídeo fazendo paródia com “Can’t Stop” de Miley Cyrus, que eu, particularmente, fiquei com vontade de estar lá com eles! Hehe

Descobrir este projeto me fez pensar muito a respeito das vergonhas que nós, gordos e gordas temos. Claro que todo mundo, gordo ou magro, velho ou novo, homem ou mulher, tem muitas vergonhas. Muitas barreiras a serem quebradas. Vergonhas que giram principalmente em torno dessa frase: “O que vão pensar de mim?”

Conheço algumas pessoas que, por estarem acima do peso ~ideal~, tem vergonha até de se levantar numa praça de alimentação ou num salão de festas, por exemplo, por vergonha das pessoas ficarem olhando para seu corpo grandes e pensarem coisas ruins a respeito delas. Ou, como no caso de Whitney, que não comem na frente de ninguém. Tantos medos, inseguranças em vários níveis, que dançar seria, assim, algo que qualquer pessoa tremeria nas bases só de pensar na hipótese, sendo gorda, então… Aí vejo essa série de vídeos e fico aqui de boca aberta, estatelada com tanta autoconfiança, desenvoltura, atitude, coragem… Eu mal notava o rapaz que dançava junto com ela, e não tinha nada a ver com o espaço em que ela ocupava na tela. Essa menina dança muito mesmo!

Qualquer pessoa, com qualquer peso e idade, deve se exercitar. Seja fazendo esportes, academia, dançando… Cada um deve escolher qual é a sua praia. Eu mesma gosto muito de natação e dança, dos 10 aos 16 sempre fiz balé, jazz, street dance, capoeira, caratê, natação, cada uma numa fase da vida. Já adulta, confesso ter ficado mais sedentária e preguiçosa, e a “cadimia” nossa de cada dia nunca me encheu os olhos, acho um porre, zero criatividade, astral, etc.

E sempre pensava na dança. Mas, com esse corpitcho, será que eu ia ter coragem de botar a cara na praça? Pois é, eu também tenho minhas vergonhas a serem vencidas. Mas, digo uma coisa, ler os relatos dessa moça, e ver uma mulher tem a atitude de botar um vídeo dela na internet, em bom baianês, BROCANDO TUDO (ou seja, arrasando! rs) para centenas de pessoas ao redor do mundo verem, o que são meia dúzia de pessoas numa sala de aula?!

Conclusão: pensando seriamente em me matricular numa escola de dança! Hehe

 

Desculpem o post longo, eu sabia que iria me empolgar, mas dessa vez vou abrir uma exceção e vou deixar assim, mesmo!

Bêjo!

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