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Um papo rápido sobre moda

Vou começar o texto feito introdução dos filmes de Star Wars… Brinks! Huahua!

Mas, é a verdade que todos dizem e sabem: com a internet, não há desculpa pra não saber de nada. Basta jogar a pergunta no Pai-Google e ele te responderá com milhares de resultados.

Há outra realidade que, por vezes, incomoda. Esse tema chegou até a ser matéria da Vogue do mês e Outubro, e não raro vemos discussões acaloradas sobre o assunto: a proliferação dos blogs de moda e a cultura da moda obsoleta.

Hoje, temos diversas pessoas que escrevem sobre moda em blogs, embora poucas com propriedade sobre o assunto. Não me atrevo a dizer que sou total entendedora do assunto, me considero uma pessoa muito mais curiosa pelo mundo da moda do que de fato participante dela. Não só pelo fato de buscar aquilo que mais se identifica comigo – e não só porque está na moda -, mas também porque para mulheres que vestem acima do 42 a indústria têxtil sempre foi muito cruel e limitadora, embora nos dias de hoje o cenário venha começando a mudar a passos de formiga… Pelo menos, parada não está!

Esse tema abrange diversos sub-temas que om certeza dariam verdadeiras teses e livros de cabeceira, por isso vou direcionar o assunto pra algo que sempre me deixou inconformada com o mundo da moda. Eis a questão:

Quem diz o que está na moda?

Em papos sobre o mundo da moda, já vi muita, muita gente se queixar da ditadura da moda. A velocidade com que um peça hoje é a rainha do baile, e amanhã é mandada pra fogueira. Eu também sempre me incomodei com essa realidade, mas sempre me bateu aquela incredulidade, do tipo: “não é possível que algo entre na moda de forma espontânea, tudo isso precisa vir de algum lugar”.

E eu sendo uma pessoa com curiosidade crônica, lá fui pesquisar, ler, perguntar a pessoas que trabalham na área, consultar os astros, enfim… Precisava saber como que é isso tudo funciona. Devo dizer que, na internet, não vi praticamente nenhum site que trouxesse esclarecimentos sobre essas questões para as “pessoas comuns”… Por esse motivo resolvi usar o espaço do blog pra compartilhar as minhas conclusões.

Gente, eu não tenho a pretensão de trazer a resposta do Big Bang ou dizer se Deus existe ou não, mas pude tirar algumas conclusões depois de tanto pensar e pesquisar sobre o assunto:

  • Moda não é arte, moda é indústria. Seja no Haute Couture ou no Ready-to-Wear, o que é colocado na passarela é algo que as marcas sabem que vai vender. Por quê? Te explico logo mais.

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  • As coleções não surgem no nada: os temas escolhidos pelos estilistas para serem  abordados nas suas coleções tem muito mais a ver com a vida cotidiana e os desejos e sentimentos da sociedade do que você imagina. Quem acompanhou os últimos desfiles nacionais e internacionais devem ter reparado que muitas peças estão com uma carinha vintage, filtros de Instagram e afins… Nenhuma coincidência!

Não foi à toa que eu coloquei aqui peças e looks de coleções que desfilaram na última SPFW deste ano. Observem que todas as peças tem uma inspiração vintage, no Insta (e seu truque mara de transformar o corriqueiro em uma obra de arte, com seus filtros e afins!), mas sempre levando em consideração o tempo atual e suas tecnologias. Acho que as releituras são assim: pegar algo do passado que tem um vínculo emocional forte com o público e trazer repaginado pro presente, mas não ter “cara de museu”.

Há algumas semanas tive o prazer de participar de uma palestra da Stylesight (empresa especializada em pesquisa de tendências para as empresas do segmento da moda, acho o trabalho deles incrível!) em parceria com a Erika Palomino, editora da revista L’Officiel que, para mim (sem jabá nem puxação de saco) é hoje uma das revistas de moda mais “didáticas” do mercado. Sempre me surpreendo com o conteúdo da revista, e a última edição está imperdível, vale a pena mesmo. Espero que prospere – e muito!

Na palestra nos foi mostrado tanto o que a Érika quanto o que a Stylesight estão esperando de tendências de moda para as próximas temporadas. Podem ir se preparando para a volta do sessentinha (repaginado!!), do visual boyish, do sadomasô (alô, 50 Tons de Cinza!), do pink e metais envelhecidos! Anote aí!

Está lançado o desafio: acessem o conteúdo do Stylesight para tendências 13/14 e esperem o efeito déjà-vu!

Espero ter contribuído de alguma forma (positiva) para esclarecer alguns pontos sobre a ~ditadura~ da moda, e encero o post de hoje com a mensagem: busque agregar da moda aquilo que mais se adequa ao seu estilo de vida, gostos e preferências, sinta-se à vontade e feliz com o que veste e, principalmente, não se deixe levar pelo que as pessoas falam de estar na moda (num tom de “você TEM que ter isso”), porque a massificação vem das pessoas que consomem sem critério ou querem que você faça isso pra faturar uma grana. 

Agora, só resta a gente ver como essa loucura toda vai aparecer nas roupas acima do 42, né?! VAMUVÊ!!!!!!

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